sexta-feira, 15 de abril de 2011

Opiniões

É fato. O mundo em que vivemos está cada vez mais intolerante. Na era das redes sociais, blogs, tumblrs, podcasts, etc, em que cada um pode expressar os seus pensamentos para o mundo, aonde todas essas redes possibilitam a criação de uma fantástica rede de interações, opiniões e debates, este mesmo mundo em uma triste contradição começa a criminalizar e ser intolerante a opiniões. Não somente no que diz respeito a um tema específico, mas as pessoas estão menos tolerantes em relação às opiniões em si. Se a sua opinião não condiz com a de determinado grupo seja ele religioso, social, político, etc, você terá boas possibilidades de entrar em apuros.

Assustador esse preconceito contra quem se dispõe a opinar. Esse triste quadro se torna ainda pior quando vemos que ele é incentivado por ícones - sejam eles políticos, religiosos ou midiáticos. Na maioria das vezes, pessoas despreparadas com a desculpa de serem arautos dos direitos humanos, ou heróis no combate à injustiça e a própria intolerância. Acabam apenas gerando ainda mais agressividade e intolerância e por muitas vezes apenas buscam RT’s, followers ou quem “curta” o seu heroísmo patético ou alguns minutos em programas de TV do calibre de um Superpop.

A tolerância é uma estrada a ser trilhada, e essa estrada tem duas vias: direito e obrigação.

Cada um tem o direito de ter a opiniões que quiser ou de não ter nenhuma e ao mesmo tempo a obrigação de respeitar a opinião do outro ou a ausência dela.

Cada um tem direito de discordar ou não seguir uma opinião qualquer que seja ela e ao mesmo tempo cada um tem a obrigação de respeitar aquele que discorda ou não segue a sua opinião.

Tornar uma opinião uma verdade absoluta é uma grande irresponsabilidade. Opiniões são para concordar ou discordar. Simples assim.

Obviamente nem todos vão concordar e nem todos vão discordar desse texto. Espero que isso aconteça, pois esse texto é tão somente uma opinião.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

U2 - Tão Longe e Tão Perto

Ser a maior banda de rock do mundo por três décadas seguidas e entrar na 4ª década ainda como a maior (e ainda maior). Ter a maior turnê de todos os tempos e ao mesmo tempo fazer de um show grandioso - um espetáculo até para quem não é fã de U2 ou rock - uma reunião entre amigos (90.000 amigos). Transformar a grandiosidade épica em algo emocional e tocante. O “alienígena” e tecnológico em humano e sentimento.

Ter 35 anos de carreira se reinventando sem perder a essência e como eles mesmos dizem “ainda não fizemos o nosso melhor álbum”. Que banda teria ousadia de após chegar ao topo do sucesso, recomeçar do zero e como se não bastasse ousar surgirem ainda melhores.

Juntar ao rock sentimentos tão escassos, tão fora de moda e atualmente tão estranhos no nosso mundo como o amor incondicional ao próximo, o amor e a valorização da família e o amor a Deus sem ser demagogo, hipócrita, falso e sem apontar quem não comunga dessa mesma crença.

Não ser perfeito e ser humano em um mundo que exige cada vez mais a falsa perfeição de seus ícones. Usar o fato de serem celebridades, não de uma forma egoísta ou patética, mas criarem a partir disto, como um contraponto da própria celebridade, uma moeda para que necessitados, doentes e miseráveis, tenham uma vida melhor, sem usar essa solidariedade para se promoverem, como muitos por ignorância ou inveja insistem em dizer. É muito provável que a maioria das pessoas que eles mais ajudam nunca tenham ouvido sequer uma música da banda.

Não ter vergonha de se ajoelhar em meio a um show de rock e levantar uma prece à Deus.

Ter a coragem de sendo a maior banda de rock do mundo falar e declarar em suas músicas o amor à Deus, à esposa, aos filhos, ao pai, à mãe, falar das injustiças sem ser piegas e tudo isso com a melhor música do mundo.

U2. Tão longe e ao mesmo tempo tão perto de nós.