segunda-feira, 5 de abril de 2010

O gol espírita... contra.

Eu não sou espírita e tampouco concordo com tal doutrina. Penso que ser bom com as pessoas é algo que tem que fazer parte da nossa humanidade e não de uma religião. Pensar que vai para o céu só porque é bom é como achar que vai entrar em Harvard só porque sabe a tabuada e o verbo to be. Penso também que cada um é livre para entrar ou não entrar em um centro espírita, templo evangélico, igreja católica ou quadra da Gaviões da Fiel sem que isso seja imputado como preconceito ou intolerância religiosa como alguns já estão alarmando. Peço desculpas por colocar essas minhas opiniões pessoais, mas creio que elas sejam necessárias para ilustrar o que penso a respeito do episódio dos jogadores do Santos, e a visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz.
Os jogadores que não entraram (não foram só Robinho, Neymar e Ganso que não entraram, mas como eles são os que mais se destacam no time eles estão sendo pegos para Cristo, ou nesse caso, para Judas) deveriam saber que eles não iriam ali receber o espírito do dr Fritz ou do Geléia dos Caça-Fantasmas. Eles estavam indo até ali para tornar o dia de algumas crianças um pouco mais alegres. Aquelas crianças não esperavam que eles chegassem ali citando palavras de Alan Kardec ou com ingressos para ver o filme do Chico Xavier. Provavelmente aquelas crianças nem esperavam tanto receber o ovo de chocolate derretido com o brinquedinho descartável (duvido que fossem ovos Nhá Benta da Kopenhagen). Aquelas crianças esperavam ver os craques do Santos. Principalmente Robinho, Neymar e Ganso. Até eu que já passei dos trinta gostaria de conhecer esse trio pessoalmente. Eles levariam alegria àquelas crianças pela simples presença deles. É fato que Neymar foi menos moleque e mais homem ao admitir o seu erro. E é fato que Robinho foi menos homem e mais moleque ao querer justificar o injustificável e ainda colocar culpa na religião que ele nem ao menos citou qual seria. Neymar citou a sua: evangélico (aí sim fomos surpreendidos).
Robinho disse que a religião de cada um precisa ser respeitada. Os pais, mães e as próprias crianças daquela casa não precisam de respeito.
Não sei se Robinho é cristão. Se for ele deveria saber que Jesus andava, por exemplo, com prostitutas e corruptos, e nem por isso ele era michê, garoto de programa ou político.
Mas como disse a questão não foi religiosa. A questão foi social e de falta de caráter. Os jogadores que não entraram não tiveram bom senso. Será que o dinheiro que o torcedor espírita do Santos paga por um ingresso para ver o seu time é diferente do dinherio do torcedor evangélico que é diferente do torcedor católico e diferente do torcedor judeu?




O fato é que foi uma grande mancada desses jogadores. Justamente com a galera espírita que tá sempre vestida com uniforme do Santos.








Mas o que me pergunto é: será que Robinho vai comemorar quando marcar um gol espírita?